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Tocata


A sua tocata é a tradicional Baixo-Minhota, composta, predominantemente, por instrumentos de corda (cavaquinho(s), viola(s) braguesas(s) ou ramaldeira(s) e violão); por instrumentos de palheta (concertina(s)); por instrumentos de sopro como é o caso da flauta de cana e, por fim, pelos de percussão ( ferrinhos, bombo e reque-reque), podendo nela ser ainda incorporado o funil ou embudo.

 

A concertina, do grupo dos aerofones, veio substituir a tradicional e popular harmónica. A concertina distingue-se do acordeão pelo facto do som naquela  não ser igual quando se abre ou se fecha o fole, ao contrário do acordeão que é sempre o mesmo.
além disso, a concertina é um instrumento popular, o que não acontece com o acordeão, pelo menos na Região Minhota, uma vez que não chegou a tempo de se integrar na tocata tradicional.

 

O cavaquinho, do grupo dos cordofones, de timbre e ritmo harmonioso, é um dos instrumentos mais populares da tocata Vilaverdense.
Trazido para esta região por intermédio dos “Biscainhos” (povo do Norte de Espanha que aqui se radicou), ele realça todas as suas potencialidades quando tocado na forma de rasgado ou varejado, que é a tradicional.

 

A viola braguesa ou ramaldeira, outro cordofone que veio para a nossa região juntamente com o cavaquinho através dos "Biscaínhos".Instrumento muito popular no Baixo Minho quando tocado na sua forma tradicional de rasgado ou varejado.

 

O violão é um cordofone que terá sido introduzido em Portugal durante os primeiros decénios do séc. XIX,. O nome de violão continua a ser usado no Baixo Minho, o que já não acontece noutras Regiões ondeteria sido esquecido para dar lugar apenas à designação de viola.
O violão aparece na Tocata Tradicional do Baixo Minho como instrumento de acompanhamento na forma de ponteado, que é a tradicional

 

A flauta de cana, do grupo dos aerofones, começando por ser um instrumento individual, rural campesino, companheiro dos guardadores de gado, foi-se introduzindo, pouco a pouco, na Tocata Tradicional como instrumento de acompanhamento e também de solo.

 

O reque-reque, do grupo dos idiofones fricativos, talvez de origem Africana via Brasil, tem nesta Região duas variedades: os que são recortados em tábuas e os que são aproveitados de raízes, sempre representando figuras humanas. A sua função na Tocata é marcar o ritmo.

 

Os ferrinhos que, segundo Rebelo Bonito, teriam surgido no século xv, é outro dos instrumentos que marcam o ritmo e acompanham a dança.

 

O bombo, do grupo dos membrafones, tem a função de marcar o ritmo e também o compasso. A sua execução é muito importante para a coesão da tocata e até da própria dança.


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